Projeto Qualifica Jovem
ESTRUTURA BÁSICA – PROJETO QUALIFICA JOVEM –
INICIANDO E RESTAURANDO SONHOS
A seguir, descreve-se uma estrutura
básica que poderá servir como guia quando da elaboração de um projeto técnico
ou, como quiser, um projeto de ação. Trata-se da descrição de um roteiro
completo, seguindo mais ou menos as exigências dos agentes financiadores,
embora, cada uma destas agências tenha modelo ou formulário próprio.
Estrutura básica
1. Folha de
apresentação
·
Deverá conter:
¨
Nome do projeto:
Qualifica Jovem - Iniciando e Restaurando
Sonhos
¨
responsável:
Paulo Estéfane Caetano dos
Anjos
¨
Instituições
envolvidas:
Sugestão para Unic, Governo do Estado, Governo
Federal e Empresas voluntárias
¨
Equipe responsável:
Gerentes de projeto, secretarias públicas
¨
Local e data:
Cuiabá – MT / 2019
2. Título
Qualifica Jovem - Iniciando e Restaurando
Sonhos
3. Introdução
A qualificação é um dos principais requisitos
do profissional para ingressar e se manter no mercado de trabalho. Porém,
infelizmente, o acesso a cursos profissionalizantes não está ao alcance de
todos.
Visto que os cursos mais atualizados e
requisitados pelas empresas e mercado de investimento são dificilmente
encontrados na rede pública de ensino.
Sabemos, então, que existe um custo, que pode
ser alto para pessoas que tem baixa ou nenhuma renda e que pode ser impossível
para pessoas em extrema pobreza.
Portanto, fica evidente o cenário de muitos
jovens que terminam o ensino médio e não tem condições para se qualificar e
encontrar emprego para sobreviver e dar sustento para suas famílias de forma
legítima e honesta.
No intuito de melhorar as condições de vida
desses jovens e evitar que entrem para vida do crime, iniciamos a proposta de
parcerias entre governos, entidades de ensino, profissionais voluntários e empresas
parceiras para fornecer cursos, capacitar jovens, reduzir a criminalidade e a auxiliar
na manutenção de uma sociedade melhor.
4. Proponente
·
Paulo Estéfane Caetano
dos Anjos
5. Equipe do projeto
Gerente de projetos, gestores, coordenadores, professores, psicólogos,
monitores, instrutores, equipe técnica de suporte, equipe de segurança, de apoio, cozinheiros
(as), faxineiros (as).
·
[ainda não tem] Inserir
um currículo resumido de cada profissional envolvido (será importante para dar
fundamentação técnica e segurança aos financiadores). Pode-se utilizar o
currículo da base Lattes na forma resumida - modelo exigido em instituições
como Capes e CNPq;
·
coordenador ou
responsável pelo projeto:
Paulo Estéfane
Caetano dos Anjos
– [ainda não tem]
indicar quem assume se o coordenador/responsável sair;
·
[ainda não tem] Ter
uma coordenação “de peso” é importante (profissional reconhecido);
·
[ainda não tem] Descrever
a estrutura disponível e a capacidade institucional para abrigar o projeto;
·
[ainda não tem] Descrever a capacidade técnica, física e operacional
(instalada) do proponente, sua organização, planejamento, logística e recursos
a serem utilizados;
·
[ainda não tem] Prever todos os recursos técnicos, materiais e físicos
necessários à execução, porém, não comprometer recursos indisponíveis:
Local seguro e estrutura bem organizada para salas de aula,
instalações limpas, setor de monitoramento / guarita de segurança, cozinha e
refeitório.
6. Contexto do projeto
·
Diagnóstico da situação
envolvida:
Quase 4 em cada 10
jovens de 19 anos não concluíram o ensino médio, aponta levantamento. Entre eles, 62% já estão fora da escola e 55% pararam de
estudar ainda no ensino fundamental. Dados fazem parte do monitoramento do
Todos pela Educação, com base na Pnad Contínua, do IBGE.
Fonte: Educação. Globo. Publicado em: 18 de dezembro de 2018. Disponível em: < https://g1.globo.com/educacao/noticia/2018/12/18/quase-4-em-cada-10-jovens-de-19-anos-nao-concluiram-o-ensino-medio-aponta-levantamento.ghtml > Acesso em: 27 de março de 2019.
Fonte: Educação. Globo. Publicado em: 18 de dezembro de 2018. Disponível em: < https://g1.globo.com/educacao/noticia/2018/12/18/quase-4-em-cada-10-jovens-de-19-anos-nao-concluiram-o-ensino-medio-aponta-levantamento.ghtml > Acesso em: 27 de março de 2019.
O abandono
dos estudos pode ser uma ponte direta para a vida do crime. Dados preliminares de um estudo que será
lançado pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), no próximo mês,
apontam que 70% dos jovens brasileiros entre 14 e 19 anos que são vítimas ou
autores de homicídios estão fora da escola há pelo menos dois anos.
Fonte: Hoje em Dia. Evasão escolar favorece a entrada de jovens no mundo do crime. Publicado em: 02/06/2017. Disponível em: < https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/evas%C3%A3o-escolar-favorece-a-entrada-de-jovens-no-mundo-do-crime-1.492943>
Fonte: Hoje em Dia. Evasão escolar favorece a entrada de jovens no mundo do crime. Publicado em: 02/06/2017. Disponível em: < https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/evas%C3%A3o-escolar-favorece-a-entrada-de-jovens-no-mundo-do-crime-1.492943>
Governo de PE aponta
que 97% das vítimas de homicídio entre 2001 e 2015 não tinham terminado ensino
médio
Uma análise da Secretaria de Planejamento e Gestão de
Pernambuco (Seplag) aponta que os jovens que estão fora da escola têm mais
chances de se envolverem com o mundo do crime. O estudo afirma que entre 2001 e
2015, 97% das pessoas que foram assassinadas no estado não terminaram o ensino
médio e 70% não concluíram o ensino fundamental.
Entre os jovens de 18 a 24 anos que estão presos, a
estatística é ainda maior: 93% deles não concluíram o ensino médio. Dos 34,5
mil presidiários do estado, 36% se encaixam nesta faixa etária.
Fonte: Globo. Governo de PE aponta que 97% das vítimas de homicídio entre 2001 e 2015 não tinham terminado ensino médio. Publicado em: 22 de maio de 2018. Disponível em: < https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/governo-de-pe-aponta-que-97-das-vitimas-de-homicidio-entre-2001-e-2015-nao-tinham-terminado-ensino-medio.ghtml>
Fonte: Globo. Governo de PE aponta que 97% das vítimas de homicídio entre 2001 e 2015 não tinham terminado ensino médio. Publicado em: 22 de maio de 2018. Disponível em: < https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/governo-de-pe-aponta-que-97-das-vitimas-de-homicidio-entre-2001-e-2015-nao-tinham-terminado-ensino-medio.ghtml>
·
Assegurar que o projeto
parta de uma realidade e necessidade comprovada;
·
Ter dados reais da
situação, com um retrato histórico e atual;
·
Descrever a
contribuição dos beneficiários na elaboração do projeto.
7. Objetivos
7.1. Geral
·
O objetivo deve ser
claro, coerente e sucinto para dizer o que o projeto quer:
Qualificar
jovens e dar oportunidade de estágio assim que terminar ou durante o ensino
médio para contribuir com o desenvolvimento social, evitando que entrem para o mundo do crime
7.2. Específicos
·
Oferecer cursos
profissionalizantes, oficinas de arte e música, desenvolver perfil empreendedor
e conduta adequados ao mercado de trabalho
·
Oferecer alimentação em
ambiente apropriado na estrutura local dos cursos
·
Oferecer acompanhamento
psicológico
·
Encaminhar para serviços
sociais de cidadania e saúde, como emissão de documentos perdidos, dentista,
oftalmologista
7.3. Resultados desejados
·
Reduzir taxa de jovens
que abandonam o estudo
·
Reduzir índice de
homicídios de jovens em fase de estudo
·
Reduzir índice de
crimes cometidos por jovens de 16 à 30 anos
·
Produzir empregos
8. Justificativas
Acredito num modelo de sociedade que se
auto-ajuda e se auto-recupera sem esperar tudo do governo.
Acredito que um dia o governo vai olhar para os jovens estudantes de baixa renda e escola pública como futuros profissionais promissores.
Acredito numa política de segurança que primeiro ensina, dá curso profissionalizante, oportunidade de estágio, de trabalho e de vida digna antes que estes jovens procurem nas ruas da pior maneira o sustento da família.
Acredito que um dia os líderes políticos vão valorizar mais os professores para que ensinem os alunos com vontade ao invés de desestimularem pela má condição que vivem.
Acredito que um dia o governo vai olhar para os jovens estudantes de baixa renda e escola pública como futuros profissionais promissores.
Acredito numa política de segurança que primeiro ensina, dá curso profissionalizante, oportunidade de estágio, de trabalho e de vida digna antes que estes jovens procurem nas ruas da pior maneira o sustento da família.
Acredito que um dia os líderes políticos vão valorizar mais os professores para que ensinem os alunos com vontade ao invés de desestimularem pela má condição que vivem.
.
9. Revisão
Bibliográfica
Fonte: Educação. Globo. Quase 4 em cada 10 jovens de 19 anos não concluíram o ensino médio,
aponta levantamento. Publicado em: 18 de dezembro de 2018. Disponível em:
< https://g1.globo.com/educacao/noticia/2018/12/18/quase-4-em-cada-10-jovens-de-19-anos-nao-concluiram-o-ensino-medio-aponta-levantamento.ghtml
> Acesso em: 27 de março de 2019.
Fonte: Hoje em Dia. Evasão escolar favorece a entrada de jovens no
mundo do crime. Publicado em: 02/06/2017. Disponível em: <
https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/evas%C3%A3o-escolar-favorece-a-entrada-de-jovens-no-mundo-do-crime-1.492943>
Fonte: Globo. Governo de PE aponta que 97% das vítimas de
homicídio entre 2001 e 2015 não tinham terminado ensino médio. Publicado em: 22
de maio de 2018. Disponível em: < https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/governo-de-pe-aponta-que-97-das-vitimas-de-homicidio-entre-2001-e-2015-nao-tinham-terminado-ensino-medio.ghtml>
10. Público-alvo
·
Jovens e adultos que estão
cursando / terminando o ensino médio de 16 a 30 anos
11. Estratégia do projeto (atividades)
·
Descrever os meios e as
ações que serão utilizados para assegurar o êxito do projeto;
1º fase - oferecer Cursos:
Informática básica / intermediária / avançada
Eletrônica básica
Criar aplicativos para android
Criar e manter websites com ferramentas ágeis
Internet das Coisas
Curso de Arduíno ou Raspberry
Pintura sobre tela
Teoria musical
Curso de técnicas vocais canto
Curso de violão
Atividades em paralelo
durante a 1ª fase:
Encaminhar para serviços sociais de cidadania e saúde, como
emissão de documentos perdidos, dentista, oftalmologista
2ª fase - Encaminhar
alunos formados para o mercado de
trabalho através de plataforma online de vagas de empregos, empresas parceiras
e incentivos do governo
·
Estabelecer parcerias e
políticas de atuação, com as possíveis alianças para a viabilização do
processo;
·
Adequar a estratégia do
projeto às linhas do financiador;
·
Não queimar etapas – as
ações devem ser necessárias e suficientes para assegurar os objetivos
pretendidos
·
Prever ações para
minimizar possíveis resistências ao projeto.
12. Metodologia
·
Definir uma proposta
metodológica a ser utilizada pelo projeto, descrevendo:
¨
Como o projeto será desenvolvido:
Com mentoria de um profissional qualificado do
PMI
¨
Qual a dinâmica de implementação;
Programa teste com alguns alunos dentro do
perfil (baixa renda e propenso a abandonar estudos)
¨
Como ele será operacionalizado;
-Alunos de baixa renda, com notas baixas e
histórico ruim serão identificados pelos professores e coordenadores de escolas
públicas, perguntar, se ele (a) tiver interesse e encaminhar para o programa.
-Jovens estudantes que tiverem problemas
sociais, ou em algum sistema de reeducandos e tiverem interesse de participar
do programa (sem redução de tempo de pena para que perceba a oportunidade que
está ganhando)
¨
Quais os instrumentos de execução;
Computadores, projetores, telões, equipamentos
de segurança de monitoramento por vídeo
¨
Qual a forma de condução:
Por profissionais da educação e da segurança
pública em conjunto para evitar sinistros.
·
Utilizar uma
metodologia adequada ao público beneficiário, à instituição proponente e às
instituições apoiadoras;
·
Descrever,
seqüencialmente, o passo a passo do desenvolvimento do projeto.
13. Premissas e análise de risco
·
Riscos de furto ou
roubo, agressão física, e de evasão devem ser desestimulados por política de
recompensa aos alunos com bom desenvolvimento, técnicas de psicologia,
monitoramento por vídeo, e seguranças locais
13.1. Análise de viabilidade –
fatores de controle interno
·
Utilizar
prédios públicos escolares aos sábados ou domingos, incentivo do governo,
parcerias com empresas privadas
·
Realizar
uma análise dos fatores de risco internos do projeto.
Viabilidade
política
§
Assegurar
que o projeto esteja inserido nas políticas e programas governamentais e
institucionais;
§
Assegurar
que o mesmo obedeça aos aspectos legais vigentes.
Viabilidade
financeira
§
Descrever:
¨
Quanto vai
custar;
¨
Quem vai
financiar;
¨
Como será o
financiamento.
Obs.: quando se
pleitear um financiamento com o projeto, demonstrar claramente a viabilidade
financeira da ação a ser financiada; mas, também claramente, demonstrar a
viabilidade financeira das demais atividades desenvolvidas que não são objeto
de tal financiamento – isto demonstra que, independentemente da aprovação ou
não do projeto, a instituição será capaz de dar continuidade aos seus
trabalhos. Se tal questão não ficar esclarecida, normalmente os projetos são
reprovados – nenhum agente financiador aposta em uma instituição que só
desenvolve uma ação ou que todas as ações dependam de um único agente
financiador (dá a impressão que só está interessada no dinheiro).
Viabilidade
técnica
§
Descrever:
¨
Quem vai
dar o suporte técnico;
¨
Quanto vai
custar tal suporte.
Viabilidade
econômica
§
Analisar se
o projeto garante o retorno dos investimentos;
§
Verificar
se pode ser garantida a sua auto-sustentabilidade.
Obs.: o retorno do investimento não é medido em
termos de cálculo financeiro-contábil (benefício-custo); mas em termos de
eficácia (resultados da ação), eficiência (custo da ação) e efetividade
(solução definitiva do problema). A auto-sustentabilidade está relacionada à
possibilidade de garantir a continuidade da ação com recursos próprios,
independentemente da renovação do financiamento.
Viabilidade
social
§
Verificar
se os beneficiários e envolvidos aceitam o projeto;
§
Analisar se
há sustentabilidade social.
Viabilidade
ambiental
§
Assegurar o
respeito aos princípios de sustentabilidade ambiental.
13.2. Análise das premissas –
fatores externos ao projeto
·
Analisar os fatores que
estão fora do controle do projeto, mas que são importantes para o seu êxito;
·
As premissas podem ser
definidas a partir da hierarquia de objetivos;
·
Formular as premissas
com um enfoque positivo (como superá-las);
·
Verificar o grau de
importância e qual a probabilidade de ocorrer;
·
Examinar
se as atividades descritas conduzem diretamente aos objetivos específicos, ou
se para isto acontecer, deverá haver um acontecimento adicional externo ao
projeto;
·
Examinar
se os objetivos específicos conduzem diretamente ao objetivo do projeto,
verificando se existem algum fator externo ao projeto que possa contribuir ou
impedir de se chegar a este fim.
14. Cronograma de execução
·
Descrever o período de
execução, por fases e ações, especificando o responsável;
·
Ajustar o cronograma
observando características regionais, para não ter imprevistos – colheita,
chuva, festas, etc.;
·
Definir o calendário
sempre com uma margem de segurança, respeitando a capacidade física,
organizacional e financeira da organização;
·
Desenvolver um quadro
sintético e de fácil visualização para facilitar a compreensão das etapas do
projeto.
15. Orçamento físico e financeiro
·
Detalhar os custos e
gastos do projeto, mantendo coerência com todas as etapas, com maior ou menor
detalhamento, segundo as exigências do agente financiador;
·
Fazer o orçamento com
valores realistas, segundo sua realidade operacional, sem superestimar nem
subestimar, segundo pesquisa de mercado;
·
Definir com clareza a
contrapartida da instituição proponente (geralmente salário não é aceito como
contrapartida);
·
Elaborar o cronograma
de desembolso (bimestral ou trimestral, para projetos curtos de 1 ou 2 anos;
semestral ou anual, para projetos de 2 anos ou mais);
·
Especificar as
necessidades materiais e de recursos humanos;
·
Organizar as planilhas
de custos e apresentar a memória de cálculo, se solicitado pelo agente
financiador;
·
Conhecer os itens
financiáveis por instituição.
16. Controle e avaliação
·
Descrever o sistema de
monitoria e avaliação do projeto, demostrando a forma de controle e ações
corretivas;
·
Definir pontos de
observação, fontes de verificação, indicadores e a periodicidade da avaliação.
17.
Documentação
·
Prever um sistema de
documentação para o projeto;
·
Definir formas de socializar
as informações do projeto com as instituições cooperantes e envolvidos em
geral.
18. Referências
Bibliográficas
·
Relacionar apenas as
citadas no projeto, seguindo as normas da ABNT;
·
Evitar referências não
disponíveis (xerox, textos, etc).
19. Resumo do projeto
·
Elaborar uma síntese do projeto buscando
dar uma idéia geral do mesmo ao leitor, antes de uma leitura mais detalhada.
20. Apresentação geral
·
Providenciar uma
apresentação com uma formatação, layout e configuração básica seguindo as orientações
dos financiadores;
·
Ter profissionalismo na
redação e apresentação (confiabilidade, correção de linguagem, impessoalidade e
bom visual);
·
Assegurar a coerência
entre os elementos do projeto;
·
Priorizar textos
objetivos e sucintos e, em alguns casos, um resumo executivo, o que poderá
facilitar o trabalho dos analistas.
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